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Bjs

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dica de Blog!!!


Olá!!!

Este blog que acabei de conhecer é maravilhoso,pois ressalta as relações escolares e o cotidiano da inclusão social.

Vale a pena conferir!!!

Informática para todos











Desde 1995, o Comitê para Democratização da Informática – CDI vem promovendo a inclusão digital utilizando a tecnologia da informação como instrumento para a construção e o exercício da cidadania. O programa criou as Escolas de Informática e Cidadania (EIC) que desenvolvem projetos que atendem a comunidades de baixa renda, públicos com necessidades especiais, portadores de transtornos psiquiátricos, jovens em situação de rua, populações indígenas e comunidades carcerárias, entre outros.

O objetivo do CDI é promover a apropriação social da tecnologia por diversos tipos de públicos, utilizando-a como ferramenta para estimular a cidadania ativa e o empreendedorismo, fomentando o desenvolvimento político, social e econômico dos países nos quais a organização atua.

Com uma filosofia de liberdade de escolha, o CDI trabalha tanto com software proprietário quanto livre, oferecendo aos alunos a possibilidade de optar pelo uso das ferramentas que mais se adequem às suas necessidades.

A Rede

A Rede CDI é formada por CDIs Regionais e Internacionais, coordenados pelo CDI Matriz, no Rio de Janeiro que acompanha as atividades desenvolvidas e incentiva a discussão de temas de interesse comum e a troca de experiências e a colaboração entre todos os seus membros.

Cada CDI gerencia um grupo de Escolas de Informática e Cidadania, que são espaços não-formais de ensino, criados por meio de parcerias com centros comunitários, entidades de classe, grupos religiosos e associações de moradores, entre outros.

Como Criar um CDI

A constituição de um novo CDI implica um processo que deve ser conduzido por um grupo de pessoas da cidade onde se deseja implementar o comitê. Esse grupo tem que estar articulado não só com instituições da comunidade - como associações de moradores e ONGs, por exemplo -, mas também com os setores governamental e empresarial, de forma a garantir recursos para manter o projeto em funcionamento.

Na implantação de um EIC, o CDI oferece a metodologia de implantação e desenvolvimento da sua proposta político-pedagógica através da criação e execução de um plano de capacitação e acompanhamento continuados para o coordenador e educadores dessas Escolas.As instituições precisam dispor de um espaço físico adequado para abrigar um mínimo de 10 computadores e um plano de sustentabilidade que garanta o desenvolvimento da Escola.


As Tic’s






















Diante das transformações que vêm acontecendo em nossa sociedade, podemos considerar que estamos vivendo tempos de discussão que nos permitem refletir sobre as tecnologias de informação e comunicação no contexto da Educação a Distância (EAD).
A sociedade vigente caracterizada pela seletividade e dualismo pode restringir a EAD em vários pontos, que por uma legislação específica, podemos entendê-la como meio para inclusão, na qual visa a partir de um espaço interativo, troca de saberes em que deve ser potencializadas competências que possam garantir a formação de um cidadão atuante na presente sociedade.

A apropriação das mídias e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), no cenário da EAD faz resignificar o conceito de conhecimento. É através das ferramentas tecnológicas, a partir de mediações atuantes que as potencialidades se afloram, o tempo e espaço, já não são mais problemas, proporcionando uma educação sem distância, sem tempo, levando o sistema educacional a assumir um papel, não só de formação de cidadãos pertencentes aquele espaço, mas a um espaço de formação inclusiva em uma sociedade de diferenças.

Nesse entendimento, as novas tecnologias e técnicas de ensino, bem como os estudos modernos sobre os processos de aprendizagem, fornecem recursos mais eficazes para atender e motivar os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Porém, para muitos educadores, esses recursos ainda apresentam-se como companheiros estranhos, embora se reconheça que a sua utilização no processo está se tornando cada vez mais relevante. Assim, é necessária a presença desses recursos nos cursos de formação de professores e/ou como meio pedagógico para potencialização de competências e habilidades.

O cenário atual da EAD vem passando por transformações a partir de um contexto de mudanças de valores, em que a diversidade cultural é presente, tendo um significado maior em sua contextualização, de saberes e conhecimentos, assumindo um papel importante na sociedade vigente, na qual a globalização gera uma necessidade de comunicação e informação sem fronteiras.

Na EAD, a importância de um planejamento aberto a mediações cooperativas, com caráter flexível, se faz pertinente a partir de uma nova concepção do fazer pedagógico, comprometido com um espaço de trocas, em que a autonomia da construção do conhecimento assume um papel significativo ao que se refere um processo educativo consistente preocupado com a atuação de um indivíduo, totalmente, crítico-reflexivo.
Diante dessa realidade devemos fazer apropriação das TIC’s de forma que venham somar aos estudos até então abordados no processo pedagógico, proporcionando aos aprendizes a liberdade responsável no uso das mídias implicando o aumento da autonomia e da responsabilidade, no desenvolvimento de novas habilidades e na efetivação das interações com o próprio grupo e com as pessoas de outros meios sociais e culturais.

As mídias surgem como mediatizadora, assumindo papel de informação e comunicação. No espaçoescolar sua contribuição é relevante a ponto de proporcionar uma inter-relação necessária para formação de uma visão holística da presente problemática. As diversidades que aparecerão promoverá uma percepção além do que nos é imposto, em sua totalidade será formado um momento de aceitação ou não de culturas, diversas, na qual deverá surgir a igualdade como direito e o preconceito como um ponto negativo que denuncia uma sociedade dualista.

Diante desta realidade, o conceito dos recursos didáticos assume um novo papel frente ao surgimento de meios tecnológicos aplicados à educação a partir da prática pedagógica planejada. Na realidade, a idéia de fazer uso das TIC’s é mais abrangente. O uso das mídias educacionais trabalhadas de forma integrada vem nortear a inserção dos sujeitos envolvidos no cenário atual, sociedade tecnológica, além de que viabiliza o processo de formação na modalidade à distância.

O acesso aos meios disponibilizados no espaço de EAD deve ter como princípio à atuação efetiva do sujeito envolvido no processo de ensino-aprendizagem considerando os recursos tecnológicos utilizados como meio de formação para a construção do conhecimento de um sujeito social, comprometido com o processo, ou seja, protagonista de sua própria caminhada em busca da aprendizagem, dando significado ao conhecimento construído.

As TIC’s propiciam novas linguagens no espaço educacional, no qual a intencionalidade tem um significado ao que se refere sua potencialidade. Vale ressaltar que oferecem meios facilitadores, os quais devem estar interligados, caso contrário, não garantirão uma postura dialética do processo de construção de uma práxis comprometida como uma nova paisagem formativa.

Assim, de acordo com a perspectiva construtivista da aprendizagem é possível então construir conhecimento a partir do que já sabemos e do que somos capazes de fazer, utilizando os recursos das novas tecnologias. Logo sugerimos reflexões acerca das tecnologias de informação como meio dinamizador da aprendizagem. Qual o impacto do uso das TIC’s no processo de aprendizagem? Como estimular a produção de material didático para introduzir no aprendizado através do uso de ferramentas das TIC’s? Quais os fatores complicadores e estimuladores para o uso das TIC no aprendizado? Quais ferramentas das TIC’s poderão ser mais facilmente utilizadas para o processo de dinamização do aprendizado?

Tecnologia aplicada a corpos - Maria do Carmo Castiglioni


Este artigo é parte da tese de doutorado* que faz uma análise crítica da tecnologia assistiva.
Neste sentido se propõe a pensá-la circunscrita em um quadro conceitual referente à tecnologia, entendida
como a confluência entre ciência, técnica e interesse econômico. Tal enfoque evidencia a ambigüidade
inerente da mesma e que é apontada no presente texto, quando problematiza aspectos relacionados com o
corpo humano e tecnologia. Trata-se de um diálogo com autores que atualizam o debate sobre o tema e
podem inspirar a reflexão sobre a complexa trama entre pessoas com deficiência e tecnologia assistiva.

Uma retrospectiva histórica mostra com clareza a força exercida pela tecnologia sobre as distintas dimensões da vida social: o domínio da natureza; o avanço da medicina; a sofisticação dos meios de transporte; o revolucionário campo dos eletroeletrônicos; as pesquisas na área espacial; as conquistas através dos satélites; as novas sementes e equipamentos na agropecuária são os melhores exemplos. Há, porém, uma outra face desses mesmos acontecimentos. No início do século XIX, as condições de trabalho das pessoas nas fábricas eram de extrema exploração, tendo motivado grandes manifestações populares – como na Inglaterra, por exemplo, onde os luditas quebraram as máquinas que estavam tirando seus empregos. Lembremos também os danos conseqüentes das duas guerras mundiais, do bombardeio de Hiroshima e Nagasaki, da devastação de florestas e mares, da poluição do ar, dos perigos cancerígenos alimentícios e farmacológicos, até a construção do World Trade Center e sua recente destruição.

A tecnologia encerra em si uma ambigüidade inerente, muito bem descrita por Escóssia (1999). Em sua exposição, a autora evidencia os efeitos dispares gerado pela tecnologia. Avalia que subjaz a idéia de que a relação homem técnica é sempre baseada num processo de dominação do homem em relação à técnica ou de técnica em relação ao homem, mas questiona: “será essa a única maneira de conceber a relação homem-técnica?” Admito que também faço esse questionamento e mais admito minha desconfiança em relação à tecnologia, inclusive a primeira questão que me levou a pesquisa no doutorado foi: o equipamento e a pessoa combinam? Essa pergunta está em pauta há muito tempo. Há uma passagem em Fedro (Platão), do faraó Thamus em diálogo com Hermes, o inventor da escrita, em que ele apresenta sua resistência à técnica, pois seria perigosa para o espírito humano, poderia levá-lo ao entorpecimento: “(...) o faraó estava expressando um medo eterno: o medo de que uma nova aquisição tecnológica pudesse abolir ou destruir algo que consideramos precioso, algo para nós profundamente espiritual” (ECO apud CARVALHO, 2000, p. 21-2)

Em sua atualíssima análise, Sant’Anna (2001) afirma que a escrita pode ser considerada “a primeira tecnologia intelectual que virtualiza a pessoa viva” (p. 53). Prossegue concordando que, sem dúvida, muitos contatos são facilitados pelo fax, pela Internet ou pelo celular, mas pondera que há muitas situações em que o encontro real é o mais adequado. E pergunta qual é a possibilidade de escolha? Essa discussão se encaminha para as formas minuciosas pelas quais a tecnologia vai penetrando no corpo humano e nos objetos do cotidiano. O paralelismo entre corpo e a tecnologia pode ser pautado no controle e autoregulação, na eficácia, na estética, na miniaturização e na velocidade.

Foucault (1987) descreve e analisa como, a partir da segunda metade do século XVIII, o corpo se torna objeto e alvo de poder, isto é, o corpo humano entra numa maquinaria de poder que o alinha/desalinha, articula/desarticula, compõe e recompõe, para que opere como se quer, com as técnicas, segundo a eficácia que se determina. Cita o livro O homem-máquina, de La Mettrie, que: “é ao mesmo tempo uma redução materialista da alma e uma teoria geral do adestramento, no centro dos quais reina a noção de “docilidade” que une ao corpo analisável o corpo manipulável, é dócil um corpo que pode ser submetido, que pode ser utilizado, que pode ser transformado e aperfeiçoado” (p. 118).

Na estética, o corpo vive no patamar do excesso – pelos atuais padrões da moda, há que torná-lo o mais belo, o mais forte, o mais jovem. É preciso ir além, potencializar a força do corpo e superar suas limitações, recorrendo às academias de ginástica e às clínicas para cirurgia plástica. Essa tendência é acompanhada de um movimento permanente de miniaturização: deve-se estar sempre presente (on-line), mas quase invisível através das novas tecnologias de base micro-eletrônica. E a velocidade também é um valor a ser conquistado. Sant’Anna (2001) ilustra sua argumentação com o exemplo do automóvel – com que se pode dominar o movimento e conquistar novos espaços – que funciona como condição sine qua non para o sucesso. “Economizar ao máximo as formas sobre um mínimo de volume transformava-se na linha dominante do desenho de automóveis, eletrodomésticos e móveis, uma tendência que se mostrava também em relação à aparência dos moradores das grandes cidades. Corpos longilíneos, capazes de mostrar agilidade e flexibilidade” (SAN’ANNA, 2001, p. 43).

Essa tendência continua crescendo, de modo que mesmo os acessórios e tecidos sintéticos, antes utilizados exclusivamente nos esportes – proporcionando temperatura

corporal ótima, eliminando atrito, garantindo um bom desempenho nas competições etc. – passaram a compor o vestuário habitual. O natural e o artificial coexistem no

mesmo espaço/corpo compartilhado. O corpo humano se confunde com as novas tecnologias – a cirurgia plástica, a engenharia genética, as nanotecnologias –, num processo de corporificação (TONELLI, 2000), de modo que é quase impossível pensar

as pessoas sem as técnicas. A substituição de partes do corpo não é mais ficção, e o coração pulsando no ritmo do marcapasso é o modelo mais pueril dessa realidade. O corpo metade orgânico, metade artifício, o cyborg2, desenvolveu-se inicialmente em pesquisas militares e, em seguida, em pesquisas médicas – ele pode ser considerado a evolução do modelo informacional aplicado ao corpo desde o final da II Guerra. Lemos (2002) sublinha o fato de que, desde osterminais bancários até o acesso à Internet, o termo “ciber” está em todos os lugares – ciber-moda, ciber-economia, cyberpunk etc. -, e que a raiz “ciber” tem origem na palavra grega kybernetiké (a arte de governar) (p. 19-20). Quanto aos termos, mantêm suas particularidades, formando, em seu conjunto, a cibercultura – o zeitgeist3 contemporâneo. Isso gera um misto de medo e fascínio. O fascínio é relacionado aos limites que ela permite ultrapassar, o plus, e o medo deve-se desde a uma nostalgia de uma época sem artifícios até ao estado de pavor frente às catástrofes que daí podem advir – algo como o que hoje inspira a clonagem humana. Mais uma vez, a ambivalência permeia a tecnologia: o desejo de controlar e o medo do que esse controle pode ocasionar. Essa sensação ambígua é bem representada pelo

mito de Prometeu: o homem quer roubar o fogo da sabedoria, mas, quando cria novos meios de controle da natureza, da vida, da morte, ao mesmo tempo teme pelo castigo.

Já no começo do século XX, Arendt (1991) afirmava que havia uma liberdade infinita na manipulação dos corpos humanos, mas, ao mesmo tempo em que há avanço,

percebe-se o quanto se está longe do lugar de Deus. Exemplo disso é o êxito do projeto que estabeleceu a seqüência completa do genoma humano e a decepção subseqüente pela descoberta e que os genomas humanos não são diferentes dos genes do rato. Além do mais, o DNA informa sobre o passado e o presente, mas o futuro de qualquer organismo continua insondável. No entanto, é impossível frear as mudanças tecnológicas, e a grande questão não é freá-las, mas subordiná-las a um processo mais humanitário. A bioética abriga o debate sobre as descobertas tecnocientíficas da biologia, da biofísica, da bioquímica e da genética, que trazem novos problemas para as ciências humanas dos valores éticos, das convicções pessoais, de escolas filosóficas e jurídicas que tratam do sentido da vida e da morte, da convivência política e da relação entre o homem e a natureza.

Para Haraway (1997), a tecnociência nos leva a conviver com seres híbridos, pós-gênero e, dessa forma, introduz nos estudos da cultura a questão do cyborg, fruto de uma sociedade tecnocrática, paternalista e militar. No entanto, a autora pondera que precisamos de teorias críticas modernas sobre a forma pela qual se constroem significados e corpos; não para negá-los, mas para viver em significados e corpos que têm chance de um futuro. E ousa admitir que a via do cyborg poderia nos liberar das hierarquias sociais, do racismo e do sexismo que imperam na civilização ocidental.

A autora propõe que se veja o cyborg como a imbricação do humano, do animal e da tecnologia, espelhada no movimento de defesa dos animais, como um ser simbólico dotado de partes orgânicas e inorgânicas, desenvolvendo “perpetuamente identidades parciais”. Finalmente, Haraway afirma que o fato mais característico do final do século XX é a passagem cada vez mais rápida entre o real já híbrido de tecnologia e biologia

e o real digital (SANT’ANNA, 2001, p. 85). Essa diversidade de opções pode caracterizar o que Giddens (1994) chama de cultura de risco, em que: “temos que enfrentar uma reconstrução constante de narrativas que construímos sobre nos mesmos, e nossa vida diária está mais influenciada pelo jogo entre o local e o global, que leva a uma certa instabilidade e fragilidade na constituição do self” (p. 32).

Para Negri (2001), Donna Haraway atualiza o projeto de Espinosa quando persevera em eliminar as barreiras entre o humano, o animal e a máquina. Esclarece que Espinosa tornou visível qualquer compreensão da humanidade como império dentro de outro império. Nesse sentido, afirma que: “temos de nos reconhecer como os símios e cyborgs que somos. Precisamos explorar os poderes criadores que nos animam como animam toda a Natureza e realizam nossas potencialidades. Isso é humanismo depois da morte do Homem anunciado por Foucault há vinte anos atrás” (p. 108- 109). Será esse o advento de um novo poder humano? Nessa imbricação, como se dará a sobreposição das partes? Sant’Anna (2001) é pessimista em relação a essa questão, pois afirma que a sociabilidade está organizada por uma tecnologia que impõe um isolamento crescente em que as pessoas se protegem uma das outras, empobrecendo as relações. É o fechamento das pessoas no espaço doméstico, inutilizando o espaço coletivo comum que é a rua, quer no uso da tecnologia de comunicação, quer no intenso uso do automóvel. No limite, como diz a autora, nem as relações sexuais são indispensáveis – pode-se utilizar a inseminação artificial. A tecnologia oferece muitas facilidades e permite situações eficazes, mas não igualmente para todos: como já se disse, ela é uma mercadoria – favorece mais uma forma de inscrever nos corpos a desigualdade social. Na busca de soluções, de caminhos para a civilização ocidental, Haraway (1997) propõe rupturas de fronteiras. Através de metáforas, explica que o olhar vem sendo usado como uma capacidade perversa, levada à perfeição na história da ciência ligada ao militarismo, ao capitalismo, ao colonialismo e à supremacia masculina. Para ela, as

tecnologias de visualização aparentemente não têm limites; o olhar de qualquer primata, assim como o nosso, pode ser indefinidamente aprimorado por sistemas sonográficos,

imagens de ressonância magnética, sistemas de manipulação gráfica ligados à inteligência artificial, escaneamento de microscópio de elétron, sistemas de vigilância por satélite, vídeos de vigilância domésticos e comerciais, câmeras para todos os fins, desde a filmagem da mucosa da cavidade intestinal de uma minhoca marinha que vive nos gases de vento em uma falha entre placas continentais até o mapeamento de um hemisfério planetário em algum lugar do Sistema Solar. A ciência tem sido utópica e visionária desde o começo: “esse é o motivo pelo qual nós precisamos dela” (HARAWAY, 1997). Ela é um dispositivo protético para construir as traduções e maneiras específicas de ver, isto é, um meio de vida. A metáfora visual permite ultrapassar as aparências fixas, que são apenas os produtos finais. E a única maneira de encontrar uma visão maior é estar em algum lugar específico, viver dentro de limites e

contradições, por exemplo, de visões de algum lugar. A tecnologia contemporânea nos coloca um problema novo na construção de uma nova subjetividade. “A ordem humana é a ordem do tempo, da linguagem e do possível, ou a criação histórica propriamente dita. A subjetividade é um nó de ações corporais e simbólicas originariamente intercorporais e intersubjetivas, das quais a consciência de si, enquanto sujeito, é um dos aspectos e não a definição” (CHAUÍ apud CASTIGLIONI, 2003, p. 47).

Na sociedade contemporânea, a tecnologia tornou-se parte constituinte da economia e, então, por exemplo, o cinema deveria incluir esse aspecto; não se pode obliterar a questão do vínculo entre tecnologia, arte, pensamento, linguagem, corpo e mercado, um núcleo coeso de sentido que atualmente tem uma forma e uma expressão que fazem parte da constituição da subjetividade. Histórias da ciência podem ser contadas como histórias das tecnologias. Essas tecnologias são meios de vida, ordens sociais, práticas de visualização. Tecnologias são práticas hábeis de ver, agir e delimitar as potencialidades humanas. Para Negri (2001), estamos diante de uma nova tarefa:

construir um lugar em um não lugar, construir ontologicamente novas determinações do humano, do viver uma poderosa artificialidade do ser. Para ele, a fábula cyborg de Haraway, que reside na fronteira ambígua entre homem, animal e máquina, nos apresenta hoje, com muito mais eficácia do que a desconstrução, a esses novos terrenos

de possibilidades – mas devemos ter presente que isso é uma fábula (p. 237).

Essas são algumas reflexões de pensadores sobre tecnologia aplicada a corpos. Todas concordam que há que se prosseguir nessa análise de seu poder humano e poder sobre o humano, pois a tecnologia só tem sentido quando está a serviço da vida, do ser humano, do meio ambiente.

A net e a deficiência visual.

Conselho de Direitos Humanos discute tema em seminário


O Conselho Municipal de Direitos Humanos e Defesa Social de Olinda realiza nesta quarta-feira (09), das 09h às 13h, no auditório da Secretaria de Educação de Olinda, o 1º Seminário Direitos Humanos: Contexto Histórico e Perspectiva da Política em Olinda. O evento é aberto ao público, sem necessidade de efetuar inscrição antecipadamente, e integra as comemorações em Olinda dos 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 10 de dezembro de 1948.

Na abertura do evento, Ivan Moraes Filho, técnico do Centro de Cultura Luiz Freire e conselheiro do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), lançará a Campanha Balão Vermelho – Campanha de Valorização de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. Em seguida, ele falará sobre o tema “Contexto Histórico dos Direitos Humanos”, com debate na sequência.

Às 11h, Gilson Barbosa, secretário executivo de Cidadania e Direitos Humanos, da Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos, da Prefeitura de Olinda, e Marcelo Santa Cruz, vereador e presidente da Comissão de Direitos da Câmara de Vereadores de Humanos de Olinda, falarão sobre o tema “Política de Direitos Humanos e Defesa Social em Olinda”, seguido de debate.

Acessibilidade


Acessibilidade à Web significa que pessoas portadoras de necessidades especiais sejam capazes de usar a Web. Mais concretamente, significa uma Web projetada de modo a que estas pessoas possam perceber, entender, navegar e interagir de uma maneira efetiva com a Web, bem como criar e contribuir com conteúdos para a Web.

Existem milhões de pessoas portadoras de necessidades especiais que tem o seu acesso a Web restrito. Atualmente a maioria dos Web sites têm barreiras de acessibilidade que dificultam ou mesmo tornam impossível para estas pessoas, acessar o site. Contudo, se os Web sites e Web software foram projetados acessíveis, estas pessoas poderão usar os sites efetivamente.

A Web exerce um papel crescentemente importante nas áreas de educação, negócios, comércio, governos e recreação. Uma Web acessível e que permita a participação de pessoas portadoras de necessidades especiais na sociedade é fundamental para proporcionar oportunidades iguais para todos nas diversas áreas.